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Textor nega guerra com Ares e fala sobre futuro da Eagle Football
Por Redação FutFogão em 10/03/2026 12:15
O acionista majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, John Textor, veio a público para desmentir veementemente qualquer tipo de confronto judicial com a Ares Management, fundo que detém uma participação na Eagle Football Holding. Segundo Textor, a relação entre as partes é pautada pela civilidade, com negociações em andamento.
"Eu não estou lutando com a Ares. Estou tentando comprar a parte deles. Eles estão considerando comprar a minha parte. É uma negociação amigável. Parece uma guerra civil na imprensa. Mas eu falo com eles, tenho amigos que trabalham na Ares. É muito dinheiro, muitos interesses e muitas negociações. O que se vê parece uma guerra civil porque advogados gostam de falar besteira, assessores de imprensa também. Mas tenho uma relação muito direta e cordial com a Ares. Temos diferenças de opinião. Eu quero comprar a parte deles, eles estão tentando comprar a minha parte na França", explicou John Textor.
Impacto no Desempenho do Botafogo
O empresário americano fez questão de assegurar que as questões extracampo não têm o condão de interferir no rendimento do Alvinegro em suas partidas. Essa declaração se contrapõe às afirmações feitas anteriormente pelo ex-capitão Marlon Freitas, que no ano passado sugeriu que as divergências entre os investidores estavam impactando negativamente o desempenho da equipe.
"Os jogadores não dão a mínima para isso. Eles vão lá, jogam futebol. Todo mundo me pergunta sobre o momento. O momento é de jogadores que têm que jogar e treinador que tem que treinar. E donos que têm que trabalhar suas coisas fora de campo", afirmou Textor.
Origem da Disputa e Alterações no Controle da Eagle
A desavença entre John Textor e a Ares Management teve seu início após a Eagle Football Holdings, empresa pertencente a Textor, contrair um empréstimo de aproximadamente 450 milhões de dólares junto ao fundo. O objetivo era financiar a aquisição do Lyon. Como garantia para o empréstimo, o americano ofereceu ações do clube francês e de outras agremiações sob o guarda-chuva da Eagle Holding.
Diante do não pagamento da dívida, Textor foi compelido a alienar o Crystal Palace. Contudo, mesmo com essa transação, não foi possível quitar integralmente o débito com o fundo. Em contrapartida, a Ares intensificou a pressão para obter maior controle sobre a Eagle e assegurar a quitação do valor devido. Consequentemente, as partes se encontram atualmente em um cenário de disputa pelo poder.
O empresário americano, em decorrência desses eventos, perdeu o controle do Lyon, cuja administração passou a ser exercida pela empresária americano-coreana Michele Kang. Adicionalmente, sua posição na Eagle foi enfraquecida, mantendo-se no comando da SAF do Botafogo unicamente em virtude de uma liminar judicial obtida no Rio de Janeiro.
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