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Retrospectiva Botafogo 2025: Títulos perdidos, vitória sobre PSG e G-6

Por Redação FutFogão em 30/12/2025 07:14

O ano de 2025 para o Botafogo foi marcado por um intenso processo de reajuste após o glorioso ciclo de 2024. Se a temporada anterior foi de êxtase com as taças da Libertadores e do Brasileirão, o período subsequente exigiu resiliência da torcida diante de uma instabilidade técnica e administrativa que custou caro em termos de troféus. A saída prematura de Artur Jorge para o futebol do Catar desestabilizou o planejamento, forçando o clube a lidar com uma sucessão de comandantes e uma reformulação profunda no elenco principal.

A gestão do futebol alvinegro enfrentou um vácuo de liderança de quase dois meses após a partida de Artur Jorge em 3 de janeiro. Durante esse intervalo, Carlos Leiria e Cláudio Caçapa assumiram o posto de forma interina, mas não conseguiram evitar as derrotas nas finais da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, perdidas para Flamengo e Racing, respectivamente. A demora em encontrar um substituto definitivo expôs dificuldades no mercado, com diversas negativas de nomes estrangeiros e nacionais antes da chegada contestada de Renato Paiva.

Mudanças constantes no banco de reservas e novo comando para 2026

A passagem de Renato Paiva foi marcada pela oscilação. Embora mantivesse o time competitivo no Nilton Santos, o desempenho fora de casa deixava a desejar. Sua demissão ocorreu de forma abrupta logo após a eliminação no Mundial de Clubes para o Palmeiras, motivada por divergências táticas com John Textor. O substituto, Davide Ancelotti, trouxe uma aura de novidade em sua primeira experiência como técnico principal, mas sua trajetória foi interrompida por questões internas, culminando em sua saída após o término do Campeonato Brasileiro devido ao desligamento de membros de sua comissão técnica.

Para o ciclo de 2026, a diretoria agiu com maior celeridade. Apenas cinco dias após o adeus do italiano, Martín Anselmi foi anunciado como o novo treinador. O argentino, que assume o cargo oficialmente em 2 de janeiro, terá o desafio imediato de conduzir o Glorioso na fase preliminar da Libertadores contra o Nacional de Potosí. Abaixo, detalhamos o desempenho da equipe nas principais frentes disputadas ao longo de 2025:

Competição Resultado Final
Supercopa do Brasil Vice-campeão
Recopa Sul-Americana Vice-campeão
Mundial de Clubes Oitavas de final
Copa do Brasil Quartas de final
Libertadores Oitavas de final
Campeonato Brasileiro G-6 (Classificado para Pré-Libertadores)

O brilho internacional e a vitória histórica sobre o Paris Saint-Germain

O ponto mais alto e memorável da temporada ocorreu nos Estados Unidos, durante a primeira edição do novo Mundial de Clubes da FIFA. Sorteado no temido "grupo da morte", o Botafogo não se intimidou diante de potências globais. A estreia com vitória sobre o Seattle Sounders preparou o terreno para um feito que ecoará por décadas: o triunfo por 1 a 0 sobre o Paris Saint-Germain. O gol de Igor Jesus não apenas garantiu três pontos, mas encerrou um incômodo jejum de mais de doze anos sem vitórias de clubes sul-americanos sobre europeus em torneios oficiais da FIFA.

Apesar do brilho internacional, o desgaste físico e a perda de peças fundamentais cobraram seu preço. A eliminação para o Palmeiras nas oitavas de final do Mundial marcou o início de uma fase turbulenta. Pouco depois, o clube viu a saída de pilares como Jair, Igor Jesus , Cuiabano e o goleiro John para o Nottingham Forest, além da transferência de Gregore para o Al-Rayyan. Essas movimentações, facilitadas pela rede de contatos de John Textor, forçaram o elenco a se reinventar com jovens promessas e reforços de última hora para o restante do ano.

Conflitos na SAF e a resiliência no Campeonato Brasileiro

Fora das quatro linhas, o ambiente foi conturbado por uma disputa jurídica entre os investidores da SAF. O embate entre a Eagle e a Ares gerou incertezas financeiras, afetando o conceito de "caixa único" e distanciando o Botafogo do Lyon. Somado a isso, o clube associativo buscou judicialmente reparos financeiros e a nomeação de um interventor, alegando irregularidades na gestão de ativos. Mesmo diante desse cenário de instabilidade administrativa, o grupo de jogadores conseguiu manter o foco na reta final da temporada nacional.

No Brasileirão, o objetivo de retornar à Libertadores foi alcançado com uma arrancada nas últimas dez rodadas. O time superou um recorde negativo de 13 atletas lesionados e a ausência de reforços cedidos à Copa do Mundo Sub-20. O desempenho sólido como mandante e a afirmação de nomes como Kadir, Álvaro Montoro e Jordan Barrera foram cruciais para garantir a vaga no G-6. O Botafogo encerra 2025 com a sensação de que, apesar dos tropeços e das escolhas questionáveis na gestão técnica, a força da camisa alvinegra prevaleceu nos momentos decisivos.

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