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Quem decide as contratações no Botafogo? Bastidores da SAF revelados
Por Redação FutFogão em 06/08/2026 09:25
A governança do Botafogo passa por uma reestruturação silenciosa nos bastidores, levantando questionamentos sobre onde realmente reside o poder de decisão no futebol. No topo da pirâmide fiscalizadora, o Conselho de Administração da SAF agora é liderado por Estêvão Benincá, que assumiu o posto após as saídas de John Textor, Kevin Weston e Jordan Fikesenbaum. Acompanhado por Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim, Benincá desempenha um papel estritamente institucional, focado em zelar pelas diretrizes estratégicas e pela relação entre investidores e o clube, sem qualquer interferência nas decisões diárias do departamento de futebol.
Na prática, a engrenagem esportiva opera sob um fluxo executivo bem definido, que tenta blindar o clube de decisões amadoras. A engrenagem começa a girar a partir das demandas da comissão técnica, que são repassadas ao setor de análise. O coordenador de scout, Brunno Noce, utiliza um banco de dados robusto para mapear atletas que preencham os requisitos técnicos e táticos estabelecidos, iniciando o processo de triagem antes de qualquer contato financeiro.
Quem avalia e define os novos reforços do Botafogo?
Após a indicação do scout, a responsabilidade de viabilizar os negócios recai sobre a dupla Léo Coelho e Deive Bandeira. Coelho, diretor de futebol que assumiu maior protagonismo após a saída de Alessandro Brito, conduz diretamente as tratativas cotidianas com os alvos. Paralelamente, Bandeira atua como diretor de "player trading", concentrando seus esforços na prospecção de mercado e na saída de atletas do elenco atual, mantendo canais abertos com agremiações e intermediários.
O veredito final sobre a viabilidade financeira e o encaixe esportivo cabe ao diretor geral da SAF, Eduardo Iglesias. É ele quem pondera os custos de cada operação e chancela a assinatura dos contratos, reportando-se diretamente às diretrizes estabelecidas pelo grupo investidor. Esse modelo de gestão descentralizado resultou, até o momento, na chegada de seis novos nomes para compor o elenco alvinegro.
Abaixo, apresentamos a lista de atletas integrados ao plantel sob este novo fluxo de captação:
| Jogador | Posição |
|---|---|
| Warleson | Goleiro |
| Gabriel Batista | Goleiro |
| Monzón | Zagueiro |
| Paulinho | Lateral-esquerdo |
| Domingos Andrade | Volante |
| Danilo Pereira | Atacante |
O papel de Gabriel de Alba e da GDA nas decisões financeiras
Embora a transição societária com a GDA ainda não tenha sido formalmente finalizada, a influência do grupo mexicano já molda a realidade financeira do Botafogo . O empresário Gabriel de Alba, fundador da companhia, dita o ritmo dos investimentos por meio de aportes que têm garantido fôlego ao caixa do clube. A expectativa interna é de que o investidor marque presença no Estádio Nilton Santos no dia 20 de agosto, data do confronto decisivo contra o Cienciano pela Copa Sul-Americana, caso os trâmites burocráticos sejam concluídos.
A ponte política e estratégica entre a GDA e o cotidiano da SAF é sustentada por Eduardo Iglesias e pelo mandatário do clube social, João Paulo Magalhães Lins. Magalhães Lins, inclusive, viu sua relevância crescer no departamento de futebol devido à sua interlocução direta com De Alba. Um reflexo claro dessa postura firme da gestão foi a recente recusa à investida do Palmeiras pelo atleta Danilo, demonstrando que o clube prioriza a manutenção de seus ativos sob a nova mentalidade corporativa.
Essa nova configuração administrativa do Botafogo busca equilibrar o rigor corporativo com a agilidade necessária no mercado da bola. Resta saber se a divisão minuciosa de tarefas entre prospecção, negociação e aprovação final será suficiente para traduzir o investimento financeiro em conquistas expressivas dentro das quatro linhas.
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