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Martín Anselmi no Botafogo: Mudanças táticas e novos líderes no elenco
Por Redação FutFogão em 05/01/2026 13:55
A chegada de Martín Anselmi ao Rio de Janeiro marca o início de um ciclo que promete ser de ruptura estética no Botafogo. O estrategista argentino, que já teve seu primeiro contato com os jogadores no último domingo, assume o comando com a missão de implementar uma filosofia ofensiva de forma acelerada. O cronograma é apertado: os treinamentos com bola e ajustes táticos começam nesta segunda-feira, visando o primeiro compromisso oficial contra a Portuguesa, no dia 19, pelo Campeonato Carioca.
Um dos pontos cruciais para o sucesso imediato de Anselmi reside na manutenção de peças fundamentais. A continuidade da parceria entre Montoro e Barrera é vista como vital pela diretoria e comissão técnica. Os dois jovens talentos encerraram a última temporada demonstrando um entrosamento raro, tornando-se os pilares criativos da equipe. Apesar do assédio do mercado europeu, especialmente sobre Montoro, a cúpula alvinegra concentra esforços para evitar baixas precoces que poderiam comprometer o planejamento esportivo do novo treinador.
A busca por uma nova voz de comando no vestiário
Com a saída de Marlon Freitas, o Botafogo perdeu não apenas um meio-campista, mas sua principal referência de liderança em campo. Anselmi terá a tarefa de identificar quem herdará a braçadeira de capitão e a responsabilidade de gerir o grupo em momentos de pressão. O treinador pretende estreitar laços com os atletas mais experientes para compreender a dinâmica interna do clube antes de oficializar sua decisão.
Atualmente, o elenco dispõe de nomes com perfil de liderança natural. A tabela abaixo destaca os principais candidatos a assumir esse papel central na "Era Anselmi":
| Jogador | Atributos de Liderança |
|---|---|
| Alex Telles | Vasta experiência internacional e bagagem em grandes ligas. |
| Alexander Barboza | Perfil impositivo e comunicação constante no setor defensivo. |
| Marçal | Conhecimento profundo dos processos internos da SAF. |
O dilema tático: O sistema 3-4-3 vs a herança do 4-2-3-1
O maior desafio intelectual para Anselmi será a transição do modelo de jogo. Historicamente adepto do sistema 3-4-3, o argentino encontra um elenco recrutado e treinado majoritariamente para atuar no 4-2-3-1, estrutura que predominou desde a implementação da SAF. Embora o Botafogo tenha flertado com os três zagueiros sob a gestão de Tiago Nunes no fim de 2023, a adaptação definitiva exige tempo e repetição ? luxos que o calendário estadual raramente oferece.
A questão que paira em General Severiano é se Anselmi adaptará suas convicções ao material humano disponível ou se forçará uma mudança estrutural imediata. Esse equilíbrio entre a identidade do técnico e as características dos jogadores ditará o ritmo da evolução da equipe nas primeiras rodadas da competição estadual.
Comprometimento com o ataque e agilidade na contratação
Diferente de processos seletivos anteriores, como a busca por um substituto para Artur Jorge que se arrastou por quase dois meses, a contratação de Anselmi foi resolvida em apenas cinco dias. Essa agilidade reflete a urgência de John Textor em retomar um futebol agressivo. Em suas primeiras palavras em solo carioca, o treinador deixou claro que a passividade não terá espaço em seu trabalho.
?O Botafogo é um clube grande, com uma grande torcida, e isso foi uma parte para eu ter aceitado ir ao Rio. Podem esperar uma equipe que compete. Nossa imagem dentro de campo é competir. Como falei na equipe anterior, nossa equipe vai atacar.?
Essa promessa de um time que busca o protagonismo foi o diferencial para que o argentino superasse outros nomes na lista de preferências da diretoria. Agora, resta saber se a prática corresponderá ao discurso ambicioso apresentado no desembarque.
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