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John Textor no comando do Botafogo: O que a decisão da holding significa para o clube?
Por Redação FutFogão em 28/01/2026 20:36
A gestão de John Textor no Botafogo atravessa um período de notável instabilidade. Em uma reviravolta recente, o empresário norte-americano foi comunicado de seu afastamento da direção da Eagle Football, conforme detalhado em uma missiva enviada pela Ares, fundo de investimento que detém a credibilidade da companhia francesa.
Essa ação por parte da Ares foi desencadeada em virtude de um cenário de dificuldades financeiras e de divergências de relacionamento entre Textor e a empresa. As informações veiculadas pelo portal Ge indicam que a tensão se intensificou após a demissão, por parte do empresário, de dois diretores chave: Stephen Welch e Hemen Tseayo. A dupla, segundo relatos, apresentava discordâncias significativas acerca do modelo de aporte financeiro que John Textor buscava para sanar os débitos do clube carioca.
Impacto da Oferta Financeira no Botafogo
A solicitação de John Textor, neste contexto, tem como objetivo primordial a quitação do transfer ban no valor de US$ 21 milhões (equivalente a R$ 111,5 milhões, segundo a cotação atual). Essa sanção, imposta pela FIFA, impede o Botafogo de registrar novos atletas durante o período de transferências em curso, um entrave considerável para o planejamento esportivo do clube.
Contudo, apesar do afastamento formal da Eagle, John Textor mantém sua posição de liderança no time alvinegro. Essa continuidade se deve a uma liminar judicial obtida junto à Justiça do Rio de Janeiro. A decisão, proferida pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima em outubro do ano passado, estabelece que Textor permanecerá à frente do Botafogo até que a disputa judicial com a Eagle seja plenamente resolvida.
Histórico de Empréstimos e a Relação com a Ares
A medida judicial, no entanto, impõe uma restrição importante: o empresário não está autorizado a tomar decisões societárias que afetem o clube carioca sem a participação de um diretor representando a holding. Essa condição visa a garantir um certo equilíbrio nas decisões estratégicas.
O histórico financeiro da relação remonta a 2022, quando John Textor contraiu um empréstimo com a Ares no montante de US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões, considerando a taxa de câmbio da época). O objetivo declarado era a aquisição do Lyon, clube francês. No entanto, até o presente momento, o reembolso ao fundo credor não foi efetuado, o que contribuiu para a atual conjuntura.
Novas Dinâmicas na Eagle Football
Diante desse cenário de inadimplência e das recentes demissões, a Ares tomou a decisão de afastar John Textor da gestão da Eagle. Essa medida, conforme apurado pelo Ge, ocorreu após o retorno de Stephen Welch e Hemen Tseayo aos seus cargos na empresa, indicando uma tentativa de reestruturação interna.
O portal também relata que Textor estaria articulando a remoção de Michele Kang e Michael Gerlinger da diretoria da holding, com o intuito de reassumir sua posição de comando. A complexidade das relações corporativas e financeiras envolvendo John Textor e suas empresas de investimento continua a ser um fator determinante no futuro do Botafogo .
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