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John Textor faz proposta para recomprar SAF do Botafogo

Por Redação FutFogão em 29/12/2025 16:15

O destino administrativo do Botafogo atravessa um momento de definições cruciais nos tribunais e nos bastidores corporativos. Atualmente, o controle da SAF alvinegra é alvo de uma queda de braço entre John Textor e a Eagle Football Holdings. Para assegurar sua permanência à frente do projeto, o empresário norte-americano formalizou uma proposta de recompra das ações do clube, visando se desvincular da estrutura decisória da holding da qual ele mesmo é o acionista principal, mas onde perdeu espaço de comando recentemente.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal ?O Globo? nesta segunda-feira (29), Textor garante que a oferta está ?integralmente financiada?. O investidor revelou ter realizado aportes de ?milhões de dólares? no decorrer das últimas semanas, assegurando a continuidade dos investimentos na operação enquanto o processo de validação da compra tramita. O movimento é uma resposta direta ao seu afastamento das decisões da Eagle, grupo que detém 90% do Glorioso desde 2022.

A estratégia jurídica de Textor ganhou um respaldo importante no último dia 31 de julho. Uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro determinou o congelamento das ações da Eagle na SAF do Botafogo , impedindo qualquer manobra societária que pudesse retirar o empresário da gestão direta do futebol. É sob este guarda-chuva jurídico que ele mantém sua autoridade no clube, enquanto a Eagle tenta reverter a situação no Tribunal de Justiça, alegando que o empresário não pode tomar decisões unilaterais sem consulta prévia.

O embate jurídico e as acusações de irregularidade

A nova cúpula da Eagle Football, agora sob a influência de Michele Kang e do CEO Michael Gerlinger, classifica as movimentações de Textor como juridicamente questionáveis. O grupo argumenta que existe um conflito de interesses evidente, dado que o empresário estaria atuando simultaneamente como comprador e representante da parte vendedora. Há, por parte da holding, o receio de que a transferência dos ativos para uma nova empresa sediada nas Ilhas Cayman possa ser interpretada como fraude.

Essa reestruturação proposta por Textor, aprovada pelo Conselho Administrativo da SAF em 17 de julho, envolveu a criação de uma nova entidade jurídica, a capitalização de novas ações e a contratação de um empréstimo de 100 milhões de euros. Como garantia para tal montante, foram empenhadas receitas futuras do Botafogo . Para a Eagle, suspender os efeitos dessa reunião é prioridade para retomar o controle sobre os rumos financeiros da operação brasileira.

O distanciamento entre as partes se acentuou após o cenário de instabilidade financeira do Lyon, na França. O clube europeu, também pertencente à Eagle, chegou a sofrer uma ameaça de rebaixamento administrativo pela DNCG (órgão fiscalizador francês). A recuperação do Lyon, consolidada em julho sob nova presidência, marcou o isolamento de Textor na gestão da holding, motivando sua tentativa de blindar o Botafogo deste ecossistema compartilhado.

Botafogo como pilar financeiro do grupo europeu

Em pronunciamento recente no Estádio Nilton Santos, John Textor foi enfático ao analisar a relação financeira entre os clubes da rede. Ele refutou temores sobre a perda de comando e destacou a solidez da operação carioca frente aos problemas enfrentados na Europa. Na visão do empresário, o Alvinegro deixou de ser um dependente para se tornar um provedor de recursos dentro da estrutura da Eagle.

?Botafogo financia a Europa, e não o contrário. Somos uma organização auditada por empresas do maior calibre, fizemos tudo isso para entrar no IPO, não há debate. Não há problema financeiro. Estamos financiando a Europa. Quero separar o Botafogo da parte europeia (Lyon), mas isso é a com diretoria da Eagle?

Abaixo, detalhamos os movimentos financeiros e transferências que exemplificam essa dinâmica mencionada pelo investidor, conforme documentos do próprio clube:

Atleta / Operação Contexto da Transação Objetivo Declarado
Luiz Henrique / Igor Jesus / Jair Repasse de receitas de transferência Socorro financeiro ao Lyon (FRA)
Savarino Venda contábil ao Lyon Atleta permanece no Botafogo
Empréstimos Diretos R$ 410 milhões (valor contestado) Necessidade de reembolso pelo Lyon
Cash Pooling Extinto em agosto de 2024 Fim do caixa único entre os clubes

O fim do modelo de caixa único

A dissolução do sistema de ?cash pooling? (caixa único) foi confirmada oficialmente pelo Botafogo no início de agosto. A medida visa proteger o patrimônio do clube brasileiro de possíveis execuções ou dívidas oriundas das outras equipes da Eagle Football. A SAF confirmou que existe um montante de aproximadamente R$ 410 milhões que deve ser ressarcido pelo Lyon ao Botafogo , valor este que é objeto de divergência entre as diretorias.

Originalmente, o projeto da ?Família Eagle? previa uma colaboração mútua, com intercâmbio de dados e transferências facilitadas entre Botafogo , Lyon, Crystal Palace e Molenbeek. No entanto, a necessidade de Textor em ceder 40% das ações da holding para viabilizar a compra do clube francês, oferecendo o Botafogo como garantia, criou a fragilidade que culminou na atual disputa judicial.

O desfecho desta negociação de recompra determinará se o Botafogo seguirá como uma unidade independente sob a batuta direta de John Textor ou se permanecerá vinculado aos interesses globais da Eagle Football Holdings. Enquanto a decisão definitiva não sai, o clube segue operando sob o efeito de liminares, tentando manter a estabilidade esportiva em meio ao turbilhão administrativo.

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Comentado em 29/12/2025 21:05 Brabo ver avanços Botafogo fica mais forte
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Comentado em 29/12/2025 19:25 rsrs se ele financiar tudo tamo junto mlk
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Comentado em 29/12/2025 17:45 Vamos com tudo Textor pode recomprar SAF e dar sequência
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