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Botafogo x Barcelona-EQU: Notas e Análise das Atuações na Libertadores
Por Redação FutFogão em 10/03/2026 23:44
A jornada do Botafogo na Copa Libertadores chegou ao fim de forma amarga. Em partida decisiva realizada no Estádio Nilton Santos, o Glorioso viu suas aspirações serem frustradas ao ser superado pelo modesto Barcelona de Equador pelo placar de 1 a 0. O resultado, em casa, selou a eliminação alvinegra na terceira fase preliminar do torneio continental. A Coluna do Léo Pereira, sempre atenta aos detalhes, apresenta um panorama minucioso do desempenho de cada atleta.
Desempenho Individual em Destaque e Críticas
O confronto contra o Barcelona-EQU expôs fragilidades notórias no elenco alvinegro, com atuações que deixaram a desejar em momentos cruciais. A performance do goleiro Linck, em particular, foi alvo de severas críticas, sendo apontado como um dos principais fatores para o revés.
LINCK ? É inacreditável o que acontece na meta alvinegra. Falhou nos dois encontros da série. Qualquer goleiro de nível de Série A encaixaria a bola que ele deixou passar no primeiro tempo. Mão de maionese! O Barcelona percebeu, desde o primeiro minuto, que o keepeer era o ponto fraco do Botafogo . No segundo tempo, tentou repetir a paçocada, mas não logrou êxito - NOTA: ZERO
Em contrapartida, alguns jogadores demonstraram lampejos de qualidade e esforço. Vitinho, mantendo uma boa fase, buscou a amplitude e a associação com seus companheiros, apesar de ter apresentado algumas falhas pontuais no setor ofensivo. O zagueiro Barboza, por sua vez, destacou-se pela segurança e pela capacidade de quebrar as linhas adversárias com passes precisos, sendo considerado o melhor do trio defensivo que foi rapidamente desfeito.
VITINHO ? Segue em boa fase. Levou vantagem sobre o lateral-esquerdo do Barça, ofereceu amplitude, buscou a linha de fundo e procurou associações. No entanto, começou a errar também em alguns ataques - NOTA: 6,0
BARBOZA - Quebrou as linhas do adversário com passes em profundidade e combateu com segurança. O melhor, disparado, do trio de zaga que se desfez rápido - NOTA: 6,5
Avaliação da Defesa e Meio-Campo Alvinegro
A retaguarda alvinegra apresentou inconsistências preocupantes. A escalação de Ponte foi questionada, com o jogador demonstrando pouca contribuição tanto na defesa quanto na construção de jogadas. Bastos, por sua vez, exibiu precipitação em alguns momentos e foi substituído por questões táticas. No meio-campo, Telles demonstrou empenho, mas necessita de maior participação na criação. Newton foi criticado pela falta de proteção à zaga e por tentativas de jogadas desnecessárias, culminando em insegurança em passes curtos.
PONTE - Um jogador cuja escalação é incompreensível. Ajudou pouco Vitinho na construção. Lançou bolas no vazio, marcou muito mal pelo lado direito da zaga alvinegra e não soube ocupar os espaços. A Avenida Mateo foi sacada, bem antes do intervalo, para a entrada de Tucu - NOTA: ZERO
BASTOS - Serenidade em excesso do Palanca Negra. Precipitou-se ao dar alguns botes nos poucos contra-ataques do time visitante. Saiu, no intervalo, por ordem tática, para a entrada de Cabral - NOTA: 5,0
TELLES - Leva o mérito do empenho e por não desistir em nenhuma jogada. Mas precisa ajudar um pouco mais os centros, com a bola em andamento, para a área. Na bola parada, quase marca um belo gol de falta. Deixou o campo, no segundo tempo, para a entrada de Nathan - NOTA: 6,0
NEWTON - Pecou na proteção à zaga e tentou enfeitar quando não deveria. Na segunda etapa, com a saída de Bastos, desceu para formar a dupla de zaga com Barboza. Inseguro demais. Estava tão assustado que falhou em passes curtos e no beabá - NOTA: ZERO
Danilo, apesar de sua reconhecida qualidade técnica, não atingiu o rendimento esperado, forçando jogadas e apresentando um desempenho abaixo do esperado para um atleta de seu calibre. Montoro foi apontado como uma grande decepção, demonstrando displicência e falta de iniciativa durante a partida.
DANILO - Apesar da qualidade técnica, forçou a mão em algumas esticadas. Muito abaixo daquilo que pode render e esperado para um futebolista de nível de Seleção Brasileira - NOTA: 4,0
MONTORO - Está mais do que na hora de o Monstrinho acordar. Passou o primeiro tempo dormindo e deixou de atacar o espaço vazio. Uma tremenda decepção na noite desta terça. Displicente demais para um embate com a envergadura de uma Copa Libertadores - NOTA: ZERO
O Ataque e as Substituições em Foco
A performance ofensiva também foi um ponto de atenção. Barrera, apesar de ter armado o contra-ataque que resultou no gol equatoriano, foi considerado um peso morto no ataque e mostrou-se pouco participativo nos primeiros 45 minutos. Martins acumulou erros em cruzamentos, passes e finalizações, demonstrando falta de efetividade. As substituições realizadas por Martín Anselmi, como a entrada de Tucu e Cabral, não surtiram o efeito desejado, com ambos apresentando baixo rendimento.
BARRERA - Linck ficará marcado como o grande vilão do 0-1. Mas quem armou o contra-ataque dos equatorianos foi o colombiano ao acelerar, de forma desnecessária, uma jogada de ataque do Glorioso. Quase um peso morto no ataque alvinegro. Escondeu-se do jogo nos 45 minutos iniciais do espetáculo. Demonstrou um pouquinho mais de brio no segundo tempo, desarmando, até sair para a entrada de Artur - NOTA: 2,5
MARTINS - Demonstrou o repertório de erros. Cruzou mal, passou errado, chegou atrasado na hora de concluir e ainda furou uma conclusão. Não adianta ficar se movimentando igual a uma barata tonta se não acerta uma. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Valle - NOTA: ZERO
TUCU - No primeiro "dá e entra" com Vitinho , devolveu uma bola quadrada para o ala. Pouco efetivo nas tramas de ataque do Mais Tradicional - NOTA: ZERO
CABRAL - É incrível como tem dificuldade para alcançar a pelota. Nem quando a bola está clamando para ele finalizar. Baixíssimo nível físico. Quando, enfim, acertou uma cabeçada, o goleiro rival salvou - NOTA: 2,5
Artur e Nathan, que entraram no decorrer da segunda etapa, não tiveram tempo suficiente para demonstrar seu valor, recebendo notas sem avaliação ou sem nota, respectivamente.
ARTUR - Não encontrou o posicionamento devido na bagunça que virou o Botafogo de Anselmi na segunda etapa - NOTA: 1,0
NATHAN - Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
VALLE - Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
Análise Tática e o Futuro do Comandante
O técnico Martín Anselmi, apesar de não ter culpa direta nas falhas individuais, foi criticado pela escolha do esquema tático. A partida contra o Barcelona do Equador evidenciou a ineficácia da formação com três zagueiros e a necessidade de repensar o posicionamento de jogadores como Martins e Vitinho . A insistência em suas convicções táticas, mesmo diante de um cenário adverso, foi apontada como um dos fatores que contribuíram para o resultado negativo. A avaliação final para o comandante foi severa.
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI - Não tem culpa das falhas do goleiro, é verdade. O duelo de volta contra o Barcelona do Equador lhe mostrou a falência do esquema tático com três zagueiros. O campo também grita, avisando que Martins não é "9" e Vitinho rende muito mais na defesa. Tentou ir para o tudo ou nada e morreu abraçado às suas convicções bielsistas. Ainda não foi expulso no fim - NOTA: ZERO
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