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Botafogo: SAF Pede Recuperação Judicial para Dívidas Bilionárias e Evitar Transfer Ban
Por Redação FutFogão em 28/01/2026 05:18
Após um período de recuperação extrajudicial voltada para as dívidas da associação, o Botafogo, sob a gestão da SAF, está se preparando para um novo movimento financeiro: um pedido de recuperação judicial. Esta iniciativa visa abranger os débitos contraídos pela administração de John Textor, buscando uma reestruturação a médio prazo.
Novo Capítulo Financeiro para o Glorioso
A dívida acumulada pela SAF do Botafogo é estimada em pelo menos R$ 1,5 bilhão, com um passivo de curto prazo que atinge R$ 700 milhões. A estratégia é submeter esses vultosos débitos a um novo plano de pagamento, que será apresentado aos credores na esfera judicial. A intenção é que o processo tramita na mesma Vara Empresarial do judiciário carioca que já acompanha a complexa disputa envolvendo a Eagle e a Ares.
Histórico de Recuperação e Novos Desafios
Em dezembro de 2023, o Botafogo já havia empreendido um processo de recuperação extrajudicial. Naquela ocasião, a Companhia Botafogo buscou a homologação de um plano para quitar um endividamento superior a R$ 400 milhões. O clube obteve sucesso na 1ª Vara Empresarial do Rio, conseguindo o deferimento do pedido e a suspensão de execuções contra a agremiação por um período inicial de 90 dias, prazo este destinado à apresentação do plano de pagamento.
Impacto da Recuperação Judicial e Transfer Ban
A nova medida, de caráter judicial, surge em um momento delicado para a gestão de John Textor, que busca alternativas para manter o controle do clube, inclusive por meio de empréstimos. A recuperação judicial pode ser uma ferramenta crucial para mitigar urgências, como o transfer ban imposto pela FIFA, que impede o registro de novos jogadores por três janelas de transferências. Conforme as regras desse regime, o clube em recuperação judicial não pode efetuar pagamentos a credores fora do processo legal, uma situação similar à vivenciada pelo Vasco, que também enfrentou punições de transfer ban, mas conseguiu reverter as decisões junto à corte internacional.
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