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Botafogo-PB na Série C: O plano para quebrar a maldição do quase

Por Redação FutFogão em 25/08/2026 11:53

O Botafogo -PB carrega o incômodo rótulo de clube mais tradicional da Série C, somando treze participações consecutivas na competição. No entanto, essa longevidade esconde uma trajetória marcada por duras decepções no momento decisivo. Entre desilusões nos minutos finais e quedas nas penalidades máximas, a torcida alvinegra vivenciou cinco cenários distintos em que a promoção para a Série B escapou por entre os dedos.

A primeira grande frustração dessa sequência ocorreu em 2016, quando um gol sofrido no último minuto contra o Boa Esporte sepultou o sonho paraibano. Dois anos mais tarde, em 2018, a queda veio nos pênaltis diante do Botafogo -SP. Em 2021, bastava um empate na rodada final contra o Ituano, mas o revés por 3 a 1 adiou o plano. Nos anos de 2023 e 2024, o time sobrou na fase inicial, mas sucumbiu nos quadrangulares decisivos, terminando na lanterna de suas chaves ou somando tropeços em sequência.

Para compreender a dimensão desses tropeços que moldaram o sofrimento do Alvinegro da Estrela Vermelha, a tabela abaixo detalha o histórico recente de tentativas frustradas:

Ano Adversário / Grupo Decisivo Fator Determinante da Eliminação
2016 Boa Esporte (Mata-mata) Empate sem gols em casa e derrota com gol sofrido nos acréscimos fora.
2018 Botafogo-SP (Mata-mata) Gol sofrido aos 47 do segundo tempo e revés nas cobranças de pênaltis.
2021 Ituano, Criciúma e Paysandu (Quadrangular) Derrota por 3 a 1 na última rodada precisando apenas de um empate para subir.
2023 Manaus, Paysandu, Volta Redonda e Amazonas (Quadrangular) Lanterna da chave após vencer a estreia contra o Manaus e perder todos os jogos seguintes.
2024 Remo, Volta Redonda e São Bernardo (Quadrangular) Queda drástica de rendimento na fase final após liderança histórica de 41 pontos na primeira fase.

O histórico de frustrações do Belo na Terceira Divisão

Analisando friamente os detalhes de cada ano, percebe-se que o roteiro dramático se repete com nuances cruéis. Em 2016, sob o incentivo de 15 mil torcedores no Almeidão, o Belo não saiu do zero contra o Boa Esporte e acabou castigado em Varginha com o gol de Gênesis no apagar das luzes. Em 2018, a história se repetiu no tempo regulamentar com o gol de Caio Dantas para o Botafogo -SP aos 47 minutos. Na decisão por pênaltis, o goleiro Tiago Cardoso defendeu a cobrança de Marcos Aurélio, e Felipe Augusto decretou a eliminação paraibana.

No ano de 2021, a sólida postura defensiva que garantiu a classificação na primeira fase ruiu no quadrangular. Mesmo após reagir com vitórias simples sobre Criciúma e Paysandu, o revés contundente por 3 a 1 para o Ituano encerrou as chances de subida. Já em 2023, sob a direção de Felipe Surian, a equipe sobrou em regularidade na fase de grupos, mas desmoronou fisicamente e mentalmente no quadrangular, acumulando derrotas em série para Paysandu, Volta Redonda e Amazonas.

A temporada de 2024 parecia ser a curva de inflexão com o retorno de Evaristo Piza. O Belo sobrou na primeira fase, somando 12 vitórias e terminando no topo da tabela. Contudo, a estreia com derrota para o Remo e os tropeços diante de Volta Redonda e São Bernardo evidenciaram que a força da primeira fase não se traduziu em estabilidade na hora de decidir.

A reconstrução em 2026 e a instabilidade no comando técnico

O planejamento para a atual temporada de 2026 começou sob a perspectiva de consolidação, após o primeiro ano completo sob o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em 2025. O ano esportivo iniciou com Bernardo Franco na área técnica, mas ele acabou desligado ainda no decorrer do Campeonato Paraibano. A diretoria buscou Lisca para a vaga, escolha que surtiu efeito imediato com a conquista do título estadual, quebrando um incômodo jejum.

Contudo, o rendimento na Série C demorou a se consolidar. Uma sequência negativa de resultados provocou a demissão de Lisca e a posterior aposta em Marcelo Fernandes. O novo comandante assumiu a equipe sob forte desconfiança, herdando uma série de seis derrotas seguidas. A liderança optou por dar respaldo ao trabalho do treinador, uma postura que se provou correta diante do elenco qualificado que contava com nomes experientes como Nenê e Rodolfo.

Sob a batuta de Marcelo Fernandes, o Botafogo -PB encontrou a regularidade necessária e engatou uma sequência invicta de dez partidas na reta decisiva da primeira fase. A vitória consistente por 3 a 1 sobre o Guarani, válida pela 18ª rodada, consolidou a vaga no quadrangular final e devolveu ao torcedor a esperança de um desfecho diferente dos anos anteriores.

O desafio final da primeira fase e o foco no quadrangular

Antes de iniciar a caminhada na fase decisiva, o Alvinegro da Estrela Vermelha tem um último compromisso para encerrar a primeira etapa da competição nacional. O elenco viaja até o interior de Sergipe para enfrentar o Itabaiana, no Estádio Etelvino Mendonça. O confronto está agendado para o próximo sábado, dia 29, com início às 17h, horário unificado para todas as partidas da rodada.

O desafio do Belo agora é provar que a maturidade adquirida com as derrotas passadas servirá de combustível para o sucesso. Com um elenco cascudo e um padrão de jogo sólido sob o comando de Fernandes, a sexta oportunidade de acesso em uma década surge não apenas como uma nova tentativa, mas como a chance definitiva de redenção para o clube paraibano.

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