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Botafogo-PB 2025: SAF, troca de técnicos e balanço da temporada

Por Redação FutFogão em 29/12/2025 04:20

O ano de 2025 ficará marcado na história do Botafogo -PB como o período da grande transição administrativa, mas também como uma temporada de expectativas não correspondidas dentro das quatro linhas. Embora a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tenha prometido novos horizontes, a realidade prática entregou um roteiro de instabilidade técnica e objetivos frustrados, repetindo ciclos de descontentamento vistos em anos anteriores.

A consolidação da Belo SAF, que começou a operar efetivamente em fevereiro, trouxe mudanças profundas no organigrama do clube. Inicialmente composta por um grupo de investidores que incluía Lucas Franzato, Celso Colombo Neto, Fillipe Félix e o CEO Alexandre Gallo, a gestão sofreu rupturas internas precoces. O controle acionário acabou concentrado nas mãos de Fillipe Félix, que passou a deter 90% das ações após a saída dos demais parceiros e de Gallo, evidenciando um cenário de incertezas nos bastidores logo nos primeiros meses de gestão profissional.

A antecipação da chegada da SAF foi motivada, em parte, por questões financeiras urgentes, como o atraso salarial durante o estadual. No entanto, o aporte financeiro não foi capaz de blindar o departamento de futebol de decisões equivocadas, resultando em uma temporada onde o clube flertou com o perigo e terminou sem as conquistas almejadas pela torcida e pela nova diretoria.

Trocas de comando e a instabilidade no banco de reservas

A gestão do futebol em 2025 foi caracterizada por uma rotatividade excessiva de treinadores, o que impediu a criação de uma identidade de jogo sólida. João Burse iniciou o ano, mas não resistiu à perda do título estadual para o Sousa. Para o seu lugar, a SAF buscou Antônio Carlos Zago, um nome de peso que trouxe mais polêmicas do que resultados. Zago enfrentou entraves jurídicos com seu antigo clube e, quando assumiu, não conseguiu fazer o time engrenar, deixando o cargo com críticas ácidas ao preparo do elenco.

Ao se despedir, Zago foi enfático sobre as dificuldades encontradas no dia a dia da Maravilha do Contorno: "os jogadores não estavam acostumados a treinar de verdade". A declaração expôs uma ferida aberta na preparação física e técnica do grupo. Após sua saída, Márcio Fernandes assumiu o comando, mas sua passagem foi igualmente curta e ineficaz, deixando o Botafogo -PB na zona de rebaixamento da Série C, transformando o sonho do acesso em uma luta desesperada pela permanência.

Coube a Evaristo Piza, em sua quarta passagem pelo clube, o papel de "bombeiro". Contratado para evitar a queda para a Série D, Piza conseguiu estabilizar a equipe e garantir a manutenção na terceira divisão nacional com uma rodada de antecedência. Embora tenha mantido chances remotas de classificação até o fim, a ausência no G-8 da Série C selou o ano como um fracasso esportivo, resultando na não renovação do técnico para 2026.

Polêmicas extracampo e a venda do mando de campo

Um dos momentos de maior tensão entre a diretoria da SAF e a torcida ocorreu durante a Copa do Brasil. O sorteio colocou o Flamengo no caminho do Belo, gerando uma expectativa de casa cheia no Almeidão. Contudo, a decisão de destinar 40% da carga de ingressos aos visitantes e os preços elevados, com entradas a partir de R$ 150,00, geraram revolta. O CT da Maravilha do Contorno chegou a ser pichado em protesto contra a gestão.

O desfecho da polêmica foi a venda do mando de campo para São Luís, no Maranhão, por uma cifra próxima de R$ 6 milhões. Se financeiramente a operação foi vantajosa, sendo considerada uma das maiores do país, esportivamente o time perdeu o fator casa e jogou sob o domínio da torcida adversária. Esse episódio ilustrou o conflito de interesses entre a necessidade de arrecadação da SAF e o sentimento de pertencimento do torcedor botafoguense.

Paralelamente aos problemas no campo, a SAF investiu na modernização da infraestrutura. A Maravilha do Contorno recebeu melhorias significativas, como uma nova fachada, refeitório reformado e o início das obras de um hotel próprio. Essas ações estruturais visam preparar o clube para um patamar superior, embora o torcedor ainda aguarde que esse desenvolvimento chegue aos resultados das competições oficiais.

Balanço estatístico e o planejamento para o futuro

Ao final da temporada, os números refletem a irregularidade que definiu o Botafogo -PB em 2025. Com um aproveitamento inferior a 50%, o clube falhou em competições chave, como a pré-Copa do Nordeste, onde foi eliminado pelo Moto Club, e o Campeonato Paraibano, perdendo novamente a final para o Sousa. Abaixo, apresentamos os dados consolidados da temporada:

Categoria Dados de 2025
Jogos realizados 38
Vitórias 15
Empates 9
Derrotas 14
Gols marcados 52
Gols sofridos 39
Aproveitamento 47,3%

Com o encerramento das atividades, o foco se voltou para 2026. A diretoria agiu rápido ao contratar Rodrigo Pastana como diretor de futebol e Bernardo Franco para o cargo de treinador. A busca por um "jogador bilheteria" levou a conversas com o experiente meia Nenê, do Juventude, em uma tentativa de atrair os holofotes e qualificar o elenco . O desafio para o próximo ciclo será transformar o investimento estrutural e a organização da SAF em conquistas reais dentro de campo, algo que passou longe de acontecer em 2025.

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Sabrina

Sabrina

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Comentado em 29/12/2025 07:25 A torcida tem pressao mas aqui eh Belo e a gente acredita
Carlos

Carlos

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Comentado em 29/12/2025 05:54 Vamo Belo A SAF ja ta de vez e vamos com tudo mlk
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