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Botafogo no Carioca: Título da Taça Rio, uso da base e lições para o futuro
Por Redação FutFogão em 08/03/2026 11:14
O Botafogo concluiu sua participação no Campeonato Carioca de 2026 com a conquista da Taça Rio, superando o Bangu por 3 a 1 em partida realizada neste sábado. Este troféu, ainda que simbólico, marca o primeiro título da era Martín Anselmi no comando técnico do Alvinegro. A competição estadual, contudo, termina com o clube sem vitórias contra seus principais rivais e com reflexões importantes para o restante da temporada, especialmente após enfrentar um cenário de lesões e um elenco numericamente limitado.
Os gols de Edenilson, Caio Valle e Tucu Correa garantiram a vitória na Taça Rio, um desfecho que oferece lições valiosas para o Botafogo . Longe do palco principal que define o campeão estadual, o Alvinegro utilizou a competição como laboratório para o futuro.
Apostando na Juventude e Primeiros Passos de Anselmi
As rodadas iniciais do Carioca viram Rodrigo Bellão, técnico do sub-20, assumir o posto de treinador, demonstrando a importância da base. Sob seu comando, o Botafogo obteve uma vitória sobre a Portuguesa (2 a 0) e uma derrota para o Sampaio Corrêa (2 a 1). A estreia de Martín Anselmi ocorreu contra o Volta Redonda, com uma vitória convincente por 1 a 0, seguida por outro triunfo diante do Bangu por 2 a 0, demonstrando um início promissor.
A animação ganhou força após uma goleada de 4 a 0 sobre o Cruzeiro no Brasileirão. No entanto, o cenário mudou com o início de novas competições e a necessidade de revezar um elenco já enxuto, que logo seria agravado por um surto de lesões. É crucial lembrar que o Botafogo , à época, enfrentava um transfer ban, impedindo a inscrição de novos reforços.
Desafios e Derrotas nos Clássicos
Foi nesse contexto desafiador que um time misto do Botafogo enfrentou o Fluminense, resultando em derrota sob forte chuva. Esta partida marcou o início de uma sequência de seis reveses consecutivos em fevereiro. Uma dessas derrotas foi o placar de 2 a 0 contra o Vasco, válido pelo Campeonato Carioca, onde Anselmi optou novamente por poupar diversos titulares.
Apesar das adversidades, o Botafogo liderou o Grupo B da Taça Guanabara. Após mais uma derrota para o Fluminense no Brasileirão, o Alvinegro encarou o Flamengo nas quartas de final do Carioca. Esta partida representou a melhor atuação do Botafogo em clássicos na competição. Mesmo saindo atrás no marcador, a equipe buscou o empate no segundo tempo, mostrando potencial para reverter o placar. Contudo, uma falha crucial do goleiro Neto foi determinante para a eliminação, permitindo que o Flamengo marcasse o gol da classificação.
A Taça Rio e o Futuro do Alvinegro
Com a eliminação, restou ao Botafogo disputar a Taça Rio. Com o foco voltado para jogos decisivos da Libertadores, Anselmi promoveu um rodízio no elenco , abrindo espaço para jovens talentos da base. Gabriel Justino e Caio Valle foram autores de gols importantes nas fases iniciais da competição. Após superar o Boavista com autoridade, o Botafogo controlou a final contra o Bangu, vencendo por 3 a 1 e garantindo a Taça Rio.
Avaliação Individual e Perspectivas
A conquista da Taça Rio permite uma análise do desempenho individual de jogadores e da equipe. Martín Anselmi exaltou a contribuição dos jovens atletas, como Justino, que terminou como capitão, Caio Valle e Kadu, que se destacou na defesa. O meia Arthur Novaes também foi elogiado internamente e demonstrou ser uma peça importante para o treinador, com boas atuações na competição.
Além dos jovens da base, jogadores estrangeiros como Villalba e Tucu Correa também saem em alta. O atacante uruguaio impressionou pela velocidade e mostrou-se útil para Anselmi, que valoriza a utilização de pontas. Tucu Correa atuou os 90 minutos pela primeira vez em 2026, marcou um gol e demonstrou ao treinador seu potencial para ser titular.
Por outro lado, alguns jogadores apresentaram desempenho abaixo do esperado. Neto é o nome mais proeminente nesse grupo, com falhas recorrentes em clássicos que comprometeram resultados. Atualmente, ele perdeu a titularidade para Léo Linck e figura atrás de Raul na hierarquia dos goleiros.
Arthur Cabral enfrenta dificuldades na marcação de gols. Em algumas oportunidades contra o Bangu, o centroavante pareceu frustrado por não receber passes decisivos. Apesar de ter chegado ao seu décimo jogo em 2026 com apenas um gol, e estar há um mês sem balançar as redes, o atacante demonstra potencial, mas precisa reencontrar o caminho do gol para justificar sua presença em campo.
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