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Botafogo: Estratégia de Adaptação para Enfrentar o Nacional Potosí na Altitude da Libertadores
Por Redação FutFogão em 17/02/2026 04:16
O Botafogo implementou uma abordagem singular para lidar com o desafio da elevada altitude de Potosí, onde enfrentará o Nacional Potosí. A partida de ida, válida pela segunda fase da Copa Libertadores, está marcada para esta quarta-feira, às 21h30. Para mitigar os efeitos de 4.000 metros acima do nível do mar, o clube optou por enviar uma delegação de jovens atletas com uma semana de antecedência, enquanto o elenco principal chegará à cidade apenas no dia do confronto.
Adaptação Prévia para o Desafio da Libertadores
Este plano estratégico foi meticulosamente elaborado ao longo da semana passada, mediante um diálogo colaborativo entre a comissão técnica, o departamento médico e a diretoria de futebol. A iniciativa contou com a aprovação de John Textor, proprietário da SAF do Botafogo , e visa proporcionar uma aclimatação gradual aos atletas mais jovens. A ideia central é que a exposição prolongada à altitude, mesmo que em um grupo menor, facilite a adaptação fisiológica e minimize os impactos negativos no desempenho.
Após a disputa do clássico contra o Fluminense, uma criteriosa avaliação dos jogadores determinou aqueles que seriam enviados antecipadamente para Sucre, uma cidade com uma altitude consideravelmente mais amena, situada a 2.800 metros. A lista de atletas que se dirigiram para esta etapa de aclimatação inclui Christian Loor, Léo Linck, Gabriel Abdias, Kadu, Kauan Toledo, Kauã Cruz, Marquinhos, Bernardo Valim e Wallace Davi. O treinador da equipe sub-20, Rodrigo Bellão, também integra esta delegação, que partiu para a Bolívia no dia seguinte ao clássico.
Estratégia Logística e Fisiológica do Botafogo
A delegação experimental embarcou em seu voo logo após o clássico, chegando ao território boliviano por volta das 7 horas da manhã de sexta-feira, no horário de Brasília. O propósito de chegar quase uma semana antes é otimizar a adaptação do organismo, permitindo que os atletas se sintam mais preparados para a competição. Estudos indicam que um período de cinco dias em altitude pode ser suficiente para que o corpo comece a se ajustar e para atenuar os efeitos adversos. A seleção recaiu sobre os atletas mais jovens e com maior aptidão física, considerados mais propensos a uma recuperação rápida.
Por outro lado, o grupo principal de jogadores empreenderá sua viagem somente nesta terça-feira, um dia antes do embate contra o Nacional Potosí. Ao desembarcarem em Sucre, os atletas do time principal pernoitarão na cidade e só então seguirão para Potosí no dia da partida. Essa manobra tem como objetivo reduzir o tempo de exposição direta à altitude extrema, diminuindo a probabilidade de que os jogadores sintam de forma mais intensa o desconforto e o cansaço associados a essa condição.
Para alcançar Potosí, o trajeto aéreo exige uma parada em Sucre, que se encontra a 2.800 metros de altitude. Potosí está localizada a aproximadamente 150 quilômetros de distância de Sucre. Assim como fizeram Fortaleza e Boca Juniors em edições anteriores da Libertadores em 2024, o Botafogo replica a estratégia de utilizar veículos 4x4 para cobrir essa distância final. Estima-se que essa etapa terrestre da viagem tenha uma duração aproximada de três horas.
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