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Botafogo: Entenda a negociação com a MLS e o transfer ban

Por Redação FutFogão em 10/01/2026 11:45

Mais de um mês se passou desde que o Botafogo foi condenado a pagar US$ 21 milhões, aproximadamente R$ 114 milhões, ao Atlanta United pela contratação de Thiago Almada, realizada em 2024. Em 9 de dezembro de 2025, o clube carioca perdeu a ação movida pelos americanos na Fifa e, apenas três semanas depois, no dia 31, sofreu a penalidade de um transfer ban, o que implica limitações no registro de atletas.

A Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol dos Estados Unidos, rejeitou a proposta de parcelamento apresentada pelo Botafogo ao Atlanta United. A liga participa ativamente da negociação por ser considerada uma entidade única, onde cada clube detém uma fração igualitária da franquia. Consequentemente, em casos de dívidas oriundas de negociações, é a própria MLS que aciona o clube devedor.

O Ponto Central da Disputa com a MLS

Dessa forma, o Botafogo necessita negociar diretamente com a MLS o valor devido ao Atlanta United. A mesa de negociação conta com a presença do representante da Liga, do representante do Atlanta United e, adicionalmente, de um Conselho composto por membros de outras franquias da MLS. Este grupo participa ativamente, pois qualquer entrada financeira na liga impacta diretamente o planejamento orçamentário de todos os clubes.

As primeiras tratativas para um acordo não foram favoráveis ao Botafogo . O clube apresentou uma proposta de pagamento dos US$ 21 milhões em longas parcelas. No entanto, a liga americana não adota este modelo, visto que pagamentos de longo prazo afetam significativamente o orçamento de seus associados.

As Propostas da MLS para o Botafogo

A MLS apresentou duas alternativas concretas ao Botafogo para a quitação da dívida:

Opção 1: Pagamento integral dos US$ 21 milhões à vista.
Opção 2: Pagamento de 50% do valor com um sinal de entrada, e os 50% restantes quitados em, no máximo, um ano.

A expectativa é que uma nova rodada de negociações ocorra na próxima semana. No Botafogo , o CEO Thairo Arruda é o principal responsável por conduzir o processo de negociação com os americanos. Paralelamente, John Textor, proprietário da SAF do clube, autorizou a diretoria de futebol a prosseguir com os planos de prospecção e contratação de jogadores.

Expectativas e Impactos do Transfer Ban

O diálogo entre as partes é considerado cordial, apesar da considerável discrepância entre as expectativas da MLS e a proposta inicial do Botafogo . Nos bastidores do Alvinegro, persiste a esperança de que a situação seja solucionada antes do início do Brasileirão, previsto para o final de janeiro. Contudo, nos círculos da MLS, há o entendimento de que a flexibilização do parcelamento, como desejado pelo clube carioca, será difícil de ser alcançada.

O transfer ban, embora não impeça novas contratações, pode gerar atrasos. Essa restrição imposta pela Fifa representa um obstáculo para avanços em negociações, como a do meia Cristian Medina, do Estudiantes. Ademais, o zagueiro Ythallo e o atacante Lucas Villalba, recém-contratados, ainda não puderam ser inscritos devido à punição, mas seguem com suas rotinas de preparação normalmente.

O Argumento do Botafogo na Justiça

A negociação entre Botafogo e Atlanta United pela contratação de Almada ocorreu em junho de 2024. Segundo o clube carioca, ficou estabelecido o pagamento de US$ 21 milhões em quatro parcelas anuais. As duas primeiras parcelas foram devidamente quitadas. No entanto, de acordo com o documento apresentado pelo Atlanta à Fifa, os valores deveriam ser liquidados até 30 de junho de 2026.

O Atlanta chegou a exigir que Almada renunciasse aos 10% a que teria direito na negociação, um percentual garantido por lei na MLS. Houve uma negativa por parte dos advogados do atleta. Para que o negócio fosse concretizado, foi acordado que a Eagle, empresa controladora da SAF do Botafogo , adquiriria esse "crédito" de US$ 2,1 milhões de Almada. Posteriormente, a rede multiclubes de John Textor cobraria o valor da MLS.

O Botafogo alega ter direitos em processo judicial na justiça americana, enquanto o Atlanta busca o pagamento através da Fifa. Um dos argumentos da defesa do clube carioca é a existência de um débito do Atlanta/MLS para com o Botafogo , que estaria sendo cobrado em outra instância judicial.

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