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Botafogo enfrenta altitude de 4 mil metros em Potosí na Libertadores
Por Redação FutFogão em 18/02/2026 04:18
A jornada do Botafogo na Copa Libertadores de 2026 reserva um desafio familiar, mas ainda mais extremo: a altitude. Após a dolorosa eliminação para a LDU em Quito na temporada de 2025, o Glorioso inicia sua caminhada em Potosí, cidade boliviana que se encontra a impressionantes 4.000 metros acima do nível do mar. O objetivo é claro: superar o fantasma da altitude e iniciar a campanha com um resultado positivo.
Histórico Recente e a Memória da LDU
A última experiência do Botafogo em terras de grande altitude, em 2025, culminou em sua saída da Libertadores. Na ocasião, o clube carioca enfrentou a LDU nas oitavas de final. A vitória por 1 a 0 em casa, com gol de Artur, parecia uma vantagem promissora. Contudo, a partida de volta em Quito, a 2.850 metros de altitude, apresentou um cenário completamente diferente.
Sob o comando do técnico Davide Ancelotti, o Botafogo não conseguiu impor seu ritmo. A LDU, familiarizada com as condições locais, triunfou por 2 a 0, com gols de Vllamil e Alzugaray, garantindo sua classificação para as quartas de final. Essa derrota deixou uma marca e evidenciou a dificuldade que a altitude impõe aos times brasileiros.
Potosí: Um Desafio Ainda Maior
Se Quito já representou um obstáculo considerável, Potosí eleva o patamar do desafio. Enfrentar o Nacional Potosí a 4.000 metros de altitude é uma tarefa hercúlea, especialmente considerando o histórico de equipes brasileiras nesse tipo de confronto. Apenas um clube brasileiro conseguiu sair vitorioso em Potosí em competições continentais.
Relatos de competições como a Libertadores e a Copa Sul-Americana indicam que equipes como Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza e Paraná não obtiveram sucesso contra o Real Potosí e o Nacional Potosí em seus domínios. A exceção notável foi o Palmeiras, que em 2009, conquistou uma vitória sobre o Real Potosí na Bolívia.
Estratégias de Adaptação e o Toque de Anselmi
Diante deste cenário, o Botafogo , sob a orientação de Martín Anselmi, tem implementado um plano de preparação meticuloso para mitigar os efeitos da altitude. O treinador, com experiência prévia na altitude dos Andes ao comandar o Independiente del Valle, de Quito, busca aplicar seus conhecimentos para beneficiar o elenco alvinegro.
O grupo principal realizou treinamentos específicos, incluindo o uso de bolas de vôlei, visando simular a menor resistência do ar e a necessidade de maior força nos chutes. Essa medida, embora peculiar, faz parte de um esforço para aclimatar os jogadores às condições adversas.
Uma parte da delegação, composta por jovens atletas, viajou para a Bolívia com quase uma semana de antecedência. A intenção é permitir uma adaptação fisiológica mais prolongada, maximizando os efeitos positivos de cinco dias de aclimatação, conforme sugerido por estudos sobre o tema. A escolha recaiu sobre os jogadores considerados mais jovens e com melhor preparo físico.
A delegação principal, por sua vez, embarcou na terça-feira, com a chegada a Potosí prevista para quarta-feira, dia do confronto. A estratégia aqui é minimizar o tempo de exposição à altitude antes da partida, na esperança de que os jogadores sintam menos o impacto físico do ar rarefeito.
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