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Botafogo atinge 11 estrangeiros e planeja saídas do elenco
Por Redação FutFogão em 06/01/2026 03:11
A gestão de elenco do Botafogo enfrenta um desafio logístico e regulamentar imediato. Com a recente incorporação de Lucas Villalba, o grupo liderado por Martín Anselmi passou a contar com 11 jogadores nascidos fora do Brasil. O cenário impõe uma necessidade de movimentação no mercado, uma vez que as normas das competições nacionais restringem a apenas nove o número de estrangeiros relacionados por partida.
Essa inflação de atletas internacionais obriga a comissão técnica a deixar, obrigatoriamente, dois jogadores gringos fora de cada compromisso oficial. Diante desta limitação, a diretoria alvinegra já avalia nomes que podem ser negociados para equilibrar o plantel e aliviar a folha salarial, transformando a abundância de opções em uma questão de estratégia financeira e esportiva.
Atualmente, a configuração dos jogadores estrangeiros no Glorioso está distribuída da seguinte forma:
| Jogador | Nacionalidade |
|---|---|
| Loor | Equador |
| Barboza | Argentina |
| Bastos | Angola |
| Ponte | Uruguai |
| Montoro | Argentina |
| Savarino | Venezuela |
| Barrera | Colômbia |
| Villalba | Uruguai |
| Tucu Correa | Argentina |
| Chris Ramos | Espanha |
| Kadir | Panamá |
Possíveis saídas e negociações no setor ofensivo
Entre os nomes cotados para deixar General Severiano, o atacante Savarino aparece como o mais próximo de uma transferência. O Botafogo sinalizou positivamente para uma oferta vinda do Fluminense, que envolve compensação financeira e a inclusão do jovem Wallace Davi na transação. No momento, a concretização do negócio aguarda apenas o "sim" do atleta venezuelano para ser selada.
A situação de Savarino também é afetada por questões extracampo. O jogador ainda não se reapresentou ao clube devido à impossibilidade de deixar a Venezuela, que sofreu ataques militares norte-americanos recentemente. Uma reunião entre o camisa 10 e a cúpula botafoguense deve definir o futuro do jogador assim que ele desembarcar no Rio de Janeiro.
Outro argentino que esteve no radar de saídas foi Joaquín Correa. O atacante chegou a ser oferecido ao São Paulo em uma tentativa de troca pelos atletas Ferraresi e Pablo Maia. Entretanto, o alto patamar salarial de Correa impediu que o clube paulista avançasse nas conversas, mantendo o jogador, por ora, sob o comando de Anselmi, apesar do interesse da diretoria em reduzir custos.
O investimento em Villalba e a busca por Medina
O catalisador desse excesso de gringos foi a contratação de Lucas Villalba, o primeiro reforço anunciado para o ciclo de 2026. O uruguaio, oriundo do Nacional-URU, custou aos cofres do clube cerca de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 16,3 milhões). A chegada do defensor reforça a aposta em nomes internacionais, mesmo com o gargalo imposto pelas regras da CBF.
Mesmo com o limite de relacionados já extrapolado, o Botafogo não retirou o pé do acelerador no mercado sul-americano. O clube mantém negociações ativas para contratar Cristian Medina, atualmente no Estudiantes. Existe um otimismo interno para que as conversas com o grupo de investidores que detém os direitos do meio-campista cheguem a um desfecho favorável em breve.
Paralelamente ao setor de linha, o gol também deve receber novidades. O Botafogo está em vias de finalizar a contratação de Andrew, goleiro que atua no Gil Vicente. A movimentação indica que a diretoria busca uma reformulação profunda, priorizando a qualidade técnica, ainda que isso exija decisões rígidas sobre quem permanecerá no plantel para a sequência da temporada.
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