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Botafogo 2025: Balanço de um Ano de Transição e Desafios
Por Redação FutFogão em 31/12/2025 08:36
O Botafogo encerra o ciclo de 2025 com o olhar voltado para o horizonte de 2026, buscando em Martin Anselmo a estabilidade que faltou ao longo dos últimos doze meses. O treinador argentino, que se destacou no Independiente Del Valle, chega com a responsabilidade de liderar uma ruptura com os erros recentes e implementar uma filosofia de jogo moderna. Sua contratação foi uma resposta ágil da diretoria após a saída precoce do italiano Davide Ancelotti, motivada por divergências internas sobre a condução do departamento de futebol.
Apesar das constantes trocas no comando, o time demonstrou uma resiliência notável na reta final do Campeonato Brasileiro. Mesmo lidando com um departamento médico lotado e um elenco visivelmente desgastado, o Alvinegro conseguiu uma sequência invicta fundamental para assegurar sua presença na próxima edição da Copa Libertadores. Foi uma conclusão de temporada pautada pela sobrevivência, garantindo o calendário internacional em um ano que testou os limites psicológicos do torcedor e dos profissionais do clube.
Martin Anselmo e a Reconstrução para a Próxima Temporada
O segundo semestre de 2025 foi marcado por perdas técnicas significativas que comprometeram as ambições da equipe em competições de mata-mata. A eliminação precoce na Copa do Brasil e no torneio continental expôs a fragilidade de um grupo que foi desmontado no meio do caminho. A venda de pilares da equipe para o futebol inglês enfraqueceu o esquema tático de forma drástica, deixando lacunas que os reforços pontuais não conseguiram preencher a tempo de evitar as quedas nos torneios eliminatórios.
Além das dificuldades dentro das quatro linhas, o Botafogo enfrentou um cenário administrativo complexo. O embate jurídico entre os investidores da SAF e o clube social trouxe uma camada extra de incerteza, com a Justiça precisando intervir para definir competências e garantias financeiras. Esse distanciamento das outras equipes da rede internacional de clubes gerou um isolamento institucional que refletiu na gestão do dia a dia em General Severiano.
Impacto das Vendas e Desafios da Gestão SAF
Abaixo, detalhamos as principais movimentações de saída que alteraram a estrutura do elenco durante o ano de 2025:
| Atleta | Destino | Status na Equipe |
|---|---|---|
| John | Nottingham Forest | Titular Absoluto |
| Jair | Nottingham Forest | Pilar Defensivo |
| Igor Jesus | Nottingham Forest | Referência no Ataque |
| Cuiabano | Nottingham Forest | Destaque da Lateral |
| Luiz Henrique | Zenit | Protagonista em 2024 |
| Thiago Almada | Lyon | Cérebro do Meio-campo |
No entanto, nem tudo foi retração. O ponto alto do ano ocorreu no cenário global, durante a Copa do Mundo de Clubes. Contrariando as expectativas pessimistas, o Botafogo apresentou um futebol competitivo, superando um gigante do futebol europeu e avançando em uma chave considerada extremamente difícil. Por um breve período, o orgulho alvinegro foi restaurado em nível mundial, provando que o clube ainda possuía DNA vencedor, mesmo sob forte pressão interna.
O Brilho no Mundial e a Instabilidade Doméstica
A trajetória de 2025 começou a ser desenhada com a saída inesperada de Artur Jorge para o Catar, logo após as glórias de 2024. Esse vácuo de liderança foi preenchido de forma improvisada por Carlos Leiria, do sub-20, o que resultou na perda dos títulos da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. A demora em encontrar um substituto definitivo e a aposta em Renato Paiva mostraram um planejamento que priorizou a oportunidade em detrimento da convicção técnica de longo prazo.
A diretoria tentou minimizar os resultados ruins do primeiro trimestre com a promessa de que "abril resolveria tudo", apostando todas as fichas no início das competições de maior peso. Contudo, o "início tardio" cobrou seu preço, forçando o time a jogar sob pressão constante e sem margem para erros desde a primeira rodada. O ano de 2025 termina como uma lição severa sobre a dificuldade de se manter no topo, deixando claro que a resistência demonstrada precisa ser convertida em um planejamento mais sólido para que o sucesso de 2024 não se torne uma memória distante.
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