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Aporte Financeiro Encerra Transfer Ban do Botafogo: Detalhes e Tensão nos Bastidores
Por Redação FutFogão em 10/02/2026 04:17
A liberação do Botafogo do transfer ban, alcançada através de um aporte financeiro, representou o ápice da tensão para John Textor desde sua aquisição da SAF no início de 2022. O processo de aprovação deste recurso expôs claras divergências entre as lideranças do clube. Um membro do conselho representando o clube social votou em abstenção na aprovação da entrada do capital, enquanto o CEO da SAF, Thairo Arruda, decidiu renunciar ao seu cargo.
A Votação no Conselho da SAF
Para que o aporte financeiro fosse concretizado, John Textor necessitava da maioria dos votos no Conselho de Administração da SAF do Botafogo . Este colegiado é composto por John Textor, Durcesio Mello ? ex-presidente e representante do clube associativo ?, Kevin Weston e Jordan Eliott Fiksenbaum.
Weston e Fiksenbaum são figuras próximas a Textor. Assim, o proprietário da SAF obteve a maioria dos votos necessários. Contudo, a decisão de Durcesio Mello em votar nulo sinaliza as discordâncias existentes entre as partes a respeito do aporte. Nas semanas recentes, o clube associativo buscou a consultoria estratégica do BTG com o intuito de alinhar os planos futuros com a SAF. Em declarações no dia 2, Textor indicou que a única pendência para a liberação dos fundos era a questão relacionada ao clube social.
Motivações do Voto Nulo e Investidores
Conforme apurado, os principais fatores que levaram ao voto nulo por parte do clube associativo foram os juros, considerados excessivos, e as garantias oferecidas por Textor aos novos investidores, GDA Luma Capital e Hutton Capital. É relevante notar que, em uma entrevista recente, Textor mencionou que os novos investidores demonstravam preferência por uma aprovação unânime.
"É importante que você tenha aprovação de todos na organização. O novo capital (investidores) gosta de saber que todos estão a bordo. Ninguém quer financiar uma nova situação na qual você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos, e não entenda o porquê de estar acontecendo. Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria que questionassem a validade do aporte, dos documentos. E isso é bastante habitual. Ninguém quer financiar (uma situação) com votos distintos. É um requisito bastante comum entre pessoas com bastante capital em jogo", declarou Textor ao ge no dia 2.
Fontes indicaram que este empréstimo inclui uma cláusula que prevê, em um momento futuro, a conversão da dívida em participação societária na SAF Botafogo . No entanto, para que esta conversão ocorra, é indispensável a assinatura de um documento pelo presidente do clube social, João Paulo Magalhães, autorizando tal movimento.
Impacto da Renúncia de Thairo Arruda
As condições estabelecidas para o aporte também foram o cerne do impasse entre Textor e Thairo Arruda, que deixou o clube na última sexta-feira. Com a renúncia de Arruda e a subsequente aprovação do Conselho de Administração, Textor obteve o caminho livre e assumiu a responsabilidade de assinar o documento referente ao empréstimo. A saída de Arruda aproxima Danilo Caixeiro, antigo sócio dele e diretor-gerente da SAF, do empresário americano.
O empréstimo de 25 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente R$ 130 milhões, já foi creditado na conta do Botafogo após a resolução das pendências burocráticas. Na sexta-feira, Textor direcionou 10 milhões de dólares (cerca de R$ 52 milhões) para quitar o transfer ban, realizando o pagamento da primeira parcela ao Atlanta United pela aquisição de Thiago Almada. Agora, com os fundos disponíveis, o clube volta seus olhos para o mercado.
Pagamento da Transferência de Almada e Futuros Investimentos
O Botafogo chegou a um acordo com o Atlanta United para saldar as pendências de bônus por metas e o valor restante da transferência de Almada, que originalmente iria para o Atlético de Madrid. Para quitação total, ainda faltam 20 milhões de dólares (aproximadamente R$ 104 milhões), que serão pagos em quatro parcelas. O não cumprimento destas parcelas poderá levar o Atlanta a acionar a FIFA novamente.
Existe a expectativa de que este aporte total alcance 50 milhões de dólares, o que representa cerca de R$ 260 milhões, com a entrada de outros 25 milhões de dólares nos próximos meses.
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